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sexta-feira, agosto 14, 2015

Silêncio

Silêncio

Por mais barulho que haja em seu mundo, aprenda a silenciar. Silencia quando as palavras não forem necessárias. Silencia quando as perguntas não forem dignas. Silencia quando o coração deseja te falar.
O silêncio tem voz, e traz consigo respostas que às vezes não cabem nos livros.
Silenciar-se é uma forma de comunhão interior.

É uma quietude que nos dignifica a encontrar o caminho perdido.
O silêncio é a porta mais aberta ao diálogo da alma.

Silencia. Aquieta. Alivia-se do ruído para ouvir-se de verdade.

quinta-feira, agosto 13, 2015

Grau 360

Quantas linhas em branco foram necessárias, quantos olhares ficaram perdidos, quantas vontades foram ignoradas, até que você pudesse enxergar seu eu novamente?
Quantas vezes você já se viu e se perdeu?
Não importam as respostas, mas sim o entendimento. A compreensão de que, por mais longa seja a distância entre o encontro e o desencontro, vira e mexe você é puxado de volta.
Livre-arbítrio? pode até ser. Mas por maior esforço que façamos em andar longe da nossa essência sempre há alguma força que nos leva de volta para ela.
Nessas idas e vindas, nestes intervalos e brechas sempre é nos dada uma nova chance de resgatar e compreender qual o propósito de nossa existência.
Aqui estou eu, de volta. Talvez seria melhor nunca ter partido? Não sei. Quem sabe ter ido foi o que me fez voltar com mais vontade. Afinal o seu EU real sempre triunfará sobre o seu ego, se assim você deixar.

quinta-feira, abril 14, 2011

International Kissing Day


Ontem era o dia do beijo, mas a verdade é que não beijei nada nem ninguém! Tragédias pessoais a parte, a data causou furor nas redes socias como o facebook. Inúmeras pessoas mandando beijo umas pras outras, outras se oferecendo pra ganhar uma bitoca ou uma linguada mais violenta, e outras tantas se fazendo de alienadas só curtindo e comentando os posts alheios.

O legal é que pelo menos o assunto é gostosinho de falar, afinal quem é que não gosta de beijar seja ao melhor estilo francês ou o frio selinho de lábios.
Por falar em beijo, preciso confessar que tem dias, e principalmente noites em que me pego com uma vontade violenta de beijar uma boca bem gostosa que ainda não beijei, mas que fica me causando alucinações!!!
Bom, enquanto isso não acontece, vou beijar meu travesseiro!

Explodindo o coração


Tem alguns dias que ando viciada num jogo bobo apresentado por Bolhas de São Valentin, uma versão com coraçõezinhos plageando o já mais conhecido Bubble Shooter. Bem, mas a questão exata não é esta. O que ocorre é que a tônica da brincadeira virtual é mirar com um arco e flecha os corações da mesma cor e estourá-los com um golpe certeiro da flechinha. Nessa função de ficar estourando os "hearts", comecei a pensar que estou fazendo a mesma coisa com o meu coração.

De maneira menos lúdica e explosiva, estou de certa forma esquecendo que tenho um coração dentro de mim, hoje mesmo me peguei falando com uma pessoa sobre meus planos futuros, e em nem por um momento coloquei o fator sentimento como projeto para os próximos anos!

Acho que os quase três anos sem namorar estão fazendo um serviço de blindagem gratuita aos meus anseios sentimentais. Confesso que senti um certo alívio por isso, não que eu deseje estar sozinha e sem amar, mas me sinto sim aliviada, por não estar carregando aquele peso do "ter que estar amando e sendo amada".

Então, enquanto nada acontece no plano sentimental...ando muito bem obrigada, ocupada com meus projetos mais mundanos, e dentre estes intervalos estouro os corações de São Valentin sem dó nem piedade!

quarta-feira, abril 28, 2010

Entendimentos


As coisas que despertam paixão devem ser feitas primeiro. Entendi que devo viver de forma mais prazerosa, que devo curtir o vento, sem reclamar da sua capacidade de bagunçar os cabelos. Que mereço toda a beleza, sem buscá-la incessantemente e artificialmente. Também entendi que o amor é mais meu do que de outra pessoa, e que de nada adianta amar sem se amar. Aprendi que respirar é necessário, não só para viver, mas para sentir a vida dentro de mim. Notei que os dias legais são mais curtos, justamente por serem tão intensos. E que os dias cinzas são necessários. Resolvi que terei mais noites dedicadas a apreciar a lua, e que contarei todas as estrelas que houverem, e que as ondas do mar serão mais curtidas pelos meus pés. Notei que meus olhos podem ver muito além do que está diante deles. Compreendi que amigos são indispensáveis pra brindar ou pra lamentar. Decidi que minhas viagens serão sempre mais cheias de graça, e que apreciarei tudo o que puder. E que minhas refeições serão mais demoradas. Que tomarei mais vinho no inverno, e sentir o gosto de todas as frutas do verão. E os beijos, sempre mais gostosos. Resolvi que estarei entregue a tudo que me causar apreço, e que negarei meu tempo aquilo que não me acrescenta, que não me torna uma pessoa melhor. Aprendi que meus sonhos estarão sempre no topo das minhas realizações, e que não há procrastinação para minhas escolhas. Entendi que a vida é o hoje, que o ontem é uma tela já pintada, e que o amanhã, dele nada sei.
Por isso tudo, resolvi que serei transparente comigo mesma, sincera com os outros e que todo o resto será uma consequência. Inevitavelmente, serei sempre muito feliz!

segunda-feira, abril 12, 2010

É só isso, e o que eu sinto não mudará


Desejo ser sempre e somente aquilo pelo que meu coração continua a pulsar.

Independente do que for, seja! Ensaiar um papel pra representar a vida toda é intediante, pode ser eficaz por algumas vezes, mas sem demora se torna impossível fantasiar o tempo todo! Sinto que sou invadida por uma necessidade de ser somente o que quero ser, o que desejo ser.
Não há tédio maior do que buscar um contentamento externo. Tentativas frustradas de se ser feliz às custas daquilo que não existe dentro de mim.
Usurpar o que há de melhor em mim, e devolver pra mim mesma. Não preciso dar nada a ninguém como prova de coisa nenhuma, aquilo que realmente tenho é o que posso, no máximo, dividir.
Seja do jeito que for, quero ser apenas eu, sem nada do que não me serve tomando espaço. Conviver com coisas que não são de fato minhas, é intragável demais. Sou em partes, mas sou eu. Sou o tempo todo e a todo tempo o que consigo alcançar de melhor em mim.
Intrinsicamente montada sob sensações de ser mais que isso. O que cabe em mim, e é só isso.

sábado, fevereiro 27, 2010

Se faz sentir, faz sentido


Me conhecer de verdade, requer muito mais sentimento do que razão. Eu sou uma pessoa para ser sentida, e não decifrada, não me construo sob códigos, e sim em camadas, que precisam ser desfeitas, retiradas uma a uma. Nada de decodificações, apenas tocam-me e desnudam-me coisas que estão, não ao meu alcance, ou tangíveis, e sim toques profundos.

Não me agradam nem códigos alheios. Sinto falta de ter por perto pessoas construídas em camadas, e não forjadas em macetes, e formatos excessivamente racionais. Os meus desejos não são segredos, faço questão de os deixar claro, para quem quiser saber. Afinal como se fazer transparente senão com clareza.

A forma sutil não me atrai em quase nada. Conheço pessoas que se revestem para não serem, verdadeiramente, reconhecidas. Que deixam somente pistas dúbias sobre sua real intenção, pra que? O que de fato conseguem com isso? "Mentir pra si mesmo, não é sempre a pior mentira"?

Por enquanto, ou, enquanto me for adequado, serei assim, transparente. Eloquentemente o que sou. E apenas sou. Sem máscaras, sem nuances, sem dó.